sábado, 15 de maio de 2010

Hoje foi daqueles dias normais, que correu normal, e tudo foi normal. A vidinha de sempre, as poucas pessoas de sempre, as voltas de sempre nos sitios de sempre. Tive um dissabor a meio do dia, daqueles que me fazem os dentes ranger, aos quais já devia de me ter habituado mas teimo em não o fazer, mas que como sempre ponho atrás das costas, e o teatro continua. Depois do jantar começa a garganta a criar nó e toca de remediar com uma boa dose de Youtube para afastar fantasmas. Como não o consigo fazer, nem com musica alegre ou a abrir, uma retrospectiva ingrata e egoísta faço à vida. Temos dias assim, e já que perdi a capacidade de falar dela, ou deles (fantasmas) nada como os escrever. Não se ouvem criticas, não se vêem caras de tédio estilo yeah yeah yeah, sim porque temos momentos em que não nos apetece nada ouvir frases feitas como "Ha quem tenha pior sina", "Vai passar, isso não é nada, és forte" ou algo como "Tenho um problema maior que o teu, exageras". Ouvir aqueles conselhos tão bons mas tão bons que se vendiam, não se davam, temos dias em que apenas queremos um colo, dois ouvidos, falar até não poder mais ou apenas sentir o colo, chorar baixinho e adormecer assim mesmo. O problema é quando chegamos áquele ponto em que já nem isso sabemos fazer....
Numa restrospectiva e analisando o passado, presente e futuro, faço um percurso amargo, ao qual sei que nem toda a gente passaria tão facilmente, mas é como tudo na vida. Cada um com a sua, seja lá ela como for ou nos afecte como afectar, é a que temos, vivemos e temos de apreciar e valorizar, mas nem sempre somos deuses...
Hoje... agora, apenas queria... um colo... nada mais.... Sem perguntas, respostas, conversas, apenas uma mão no cabelo que o afagasse, ouvisse calado um soluçar baixinho e me deixasse ficar quietinha, assim... tipo bichinho de conta que se (des)enrola, e se deixa ficar na sua pequenez mais uma vez...
Saudades de um colo assim... Ou desejo de ter um, sem nunca o ter pedido...

4 comentários:

Antonio saramago disse...

Minha querida, como eu sei quanto de verdade falas, só quem sabe o que realmente tem sido a tua vida te saberá dar o devido VALOR. é que Mulheres como tu já existem muito poucas e ainda com a agravante da tua muito jovem idade.
Tu aguentas tudo e vais levando a tua cruz ao calvário, é por seres como és, que nunca deixarei de te ESTIMAR de uma forma muito, mas mesmo muito especial!!!

izzie disse...

:)

Acho que sabes, com atenção poderás senitr que somos duas a passar momentos assim.
Eu apenas te posso dar a minha força, palavra, amizade e carinho.

Um beijinho grande,

Anónimo disse...

Como eu sei o que isso é...
Tantas vezes me apeteceu o mesmo e sabes que sim, assim como eu sei que te apetecia, tantas vezes chorei por um colinho, para um desabafo, um miminho, tantas meu deus, por vezes apetecia-me tanto dispensar-te o meu colo, o meu ombro, até mesmo um carinho,nem que fosse para enxugar as lágrimas e te sentires melhor...
Bjs

Flow

António disse...

Colo, algo tão banal que temos quando crianças, mas que em adultos sentimos tanta falta, o colo traz com ele o carinho e afecto, algo que nos faz tanta falta.

Bjs!